Poucos contos e alguns trocados.
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sábado, 29 de agosto de 2015

About money and translators

Leia a versão em português aqui.

Sorry for bad english.

In a beautiful day, I received this comment in my post about dresses for Frozen's dolls.




I (after I laugh a lot, evidently) think that I had written "cem paus" - "pau", in portuguese, means stick, money or dick. And google finds the worst traduction. And I check my post. And do you know what was written?



Fast traduction: "When I show the bride dresses, my partner from sew class (which has a daughter on the same twin's age) fallen in love with them and ask for one too. She bring me fabrics, two wonderful blue fabrics, and dolls to dress, an Anna and an Elsa, from Disney's Frozen. She told me she paid 20 in each one "so cute, and dressed with horrible dresses". The truth is: I think she paid so much, 'cause Anna has small legs and arms and Elsa has a ugly color. (whatever, the original dolls cost more than a hundred pilas and are not good).

"Pila" is a word for "real", brazilian money. "Pilas" is a plural word, but, in spoken language, we usually say in singular: 10 pila, 100 pila.

I was perplexed. Pila has no meaning about penis - or I don't know it. So, I type "pila" in Google Translater and has no translation. After, I type "pilas" and - you guess - show "dicks". And I ask you: WTF? Why the word hasn't translation in singular, and plural form has? Course, there are many words that have only plural form, like trevas (darkness), óculos (glass) and férias (vacation) - but "pila" isn't one of them.

In spanish, "pilas" has traduction: pollas, which means "chicken". After, I search "pilas" in google images and appears this.

 And I think change the word "pilas" to avoid more embarrassment. The options are reais (the official name), contos (from verb "count"), paus (sticks) or dilmas (name of Brazil's president). Pau, although can means "dick" too, Google translates as "stick". The girl is still confused, but not thinking I'm a pervert. I think about "pau" meaning "money". My sister thinks it means stick (like someone use stick like money), but, in my opinion, the reason is the word "paulada" (thwack), because portuguese has many phrases a bit violent about money: "Tal coisa custa os olhos da cara"(this costs an face's eye) , "vender um rim para comprar determinada coisa" (sell a kidney to buy anything), "o preço é uma facada" (the price is a stab), "as coisas estão pela hora da morte" (the things are by death's hour) - all these phrases talk about very expensive things. The word "pau" means about expensive things, too. It can means 1000 reais, too: this car costs 40 paus.

Whatever, I will choose the usual: write that the dolls cost 100 pila.

Sobre dinheiro e tradutores

Read the english version here.
Um belo dia, eu abri minha caixa de entrada do gmail para ver os meus e-mails recebidos e li um deles, sobre um comentário que haviam deixado em meu post sobre os vestidinhos das bonecas de Frozen. O comentário era o seguinte:




Pra quem não manja de inglês, dou uma tradução bem livre minha aqui:

"Eu amei os vestidos, especialmente o da Elsa. Muito bonitos o tecido e a estampa. Eu concordo que podem ser encontradas Annas piratas muito melhores. Eu as vi online com o mesmo tipo de corpo da Elsa. Este corpo é simplesmente horrível. O preço das dolls originais se traduziu por "uma centena de pênis" - eu estou um pouco confusa, mas isso soa muito caro :)"

Enfim, o negócio estava caro pra caralho.

A minha reação (depois de cair na gargalhada, claro) foi pensar que eu tinha escrito que o preço das dolls originais era "cem paus". E o google achou a pior tradução possível, claro, onde "pau" significa "pênis" e não o sentido usual, de pedaço de madeira. Fui conferir no meu post. E sabem o que estava escrito? Cem pilas!



Pila, pra quem não sabe, é um termo para "real" ou "dinheiro". Na língua falada, o normal é usar a palavra no singular, mesmo para quantidades no plural. Eu costumo falar direto "dez pila", "cem pila" e por aí vai. 

Os gaúchos insistem em reclamar pra si o "pila". Eu nunca estive no Rio Grande do Sul e falo "pila" desde que me entendo por gente


Voltando: eu fiquei de cara com aquilo. Pila não tem nenhum significado que remeta ao órgão sexual masculino, ao menos que eu saiba. Corri para o google tradutor e digitei "pila". Adivinhem como traduziu? Não traduziu. A palavra "pila" apareceu na caixinha do inglês. Coloquei um "s" o final da palavra e - adivinhem - apareceu "dicks". Aí eu lhes pergunto: da onde o tradutor inventou isso? Como a palavra não tem tradução no singular, e no plural tem? (E, aliás, uma tradução muito do esdrúxula). Claro, existem muitas palavras que só se expressam no plural, em português - como férias, trevas, óculos - mas "pila" não está entre elas. 

Pra aumentar o mistério, eu escrevi "pilas" e traduzi para o espanhol. Sabem o que apareceu? Pollas, que quer dizer "franga" (galinha jovem). Enfim, tenso. 

Depois, fui procurar no google a imagem do post, da nota de 5 pila, e sabem o que me apareceu? Cliquem aqui pra descobrir. Não vou printar porque isso aqui é um blog de família.

E eu parei pra pensar em trocar o "pilas" do post, pra evitar mais constrangimentos. Eu podia substituir por "contos", "paus", "reais" ou "dilmas". E, para quem ficou curioso, se eu trocasse por "paus" não ia dar nada, pois o google tradutor traduz "paus" por "sticks", que significa "palito, bastão". Talvez a moça continuasse confusa, mas não ia pensar mal de mim. E pensei mais sobre o sentido de "pau", aplicado ao dinheiro, é claro. A Andy achou que vem de "pedaço de pau" mesmo, mas eu acredito que seja "pau" de "paulada". Mas lembrei de um monte de expressões relacionadas ao dinheiro que são, digamos, violentas. "Tal coisa custa os olhos da cara", "vender um rim para comprar determinada coisa", "o preço é uma facada", "as coisas estão pela hora da morte", e por aí vai. E, claro, todas as expressões que eu citei falam de coisas caras, mas a palavra "pau", quando usada para dinheiro, também designa coisas caras. Eu já vi, inclusive, "pau" usado no lugar de "mil reais": "tal carro custa quarenta paus".

No fim, acho que vou optar pelo coloquial: escrever que as bonecas custam "cem pila" e pronto. 

Ps: vou escrever uma versão em inglês, pra explicar isso.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Superstições

Superstição é uma coisa normalmente relacionada à ignorância (não ignorância no sentido de brutalidade, mas de falta de conhecimentos) e uma pessoa como eu, com curso superior e amplo acesso à leitura não deveria ter esse tipo de coisa. 

Mas eu tenho, por incrível que pareça. E eu acho que todo o mundo tem, de uma forma ou de outra. Acho que o ser humano tem inato o instinto do sobrenatural, afinal nenhuma cultura respondeu um foda-se para a famosa pergunta "qual a origem do universo?". Eles enterram seus mortos, cultuam deuses e antepassados, e todo esse tipo de coisa. 

Quando a gente se torna racional demais está negando esse instinto do sobrenatural e ele acaba dando um jeito de aflorar. 

Explico melhor: eu sou uma pessoa bem racional. Eu me incluiria, na verdade, numa categoria de homo dubitans. Eu não nego nem acredito em nada. Eu duvido de tudo (dubitans = que duvida). Deus existe? Não sei, quem sabe? A luz é onda ou partícula? Boa pergunta. Estamos mesmo vivos? Não sei, o que nós chamamos de universo pode ser só um breve pensamento de Deus e, nesse caso, a resposta é sim e não - ao mesmo tempo - ou essa vida pode ser a vida futura de algum universo paralelo e nós nascemos aqui quando morremos lá e vice-versa e, também nesse caso, a resposta é sim e não ao mesmo tempo!

Enfim. Sou dessas. Mas tem uma superstição que o meu consciente rejeita mas  em que alguma coisa dentro de mim acredita piamente. É o seguinte: nós temos uma "franquia de sorte" durante a nossa vida. Cada vez que acontece alguma situação em que temos sorte, um pouco da franquia se consome. Assim, se tu ganha na loteria, consome 100.000 créditos de sorte (dependendo o valor). Se perde o avião que vai cair,  é um milhão. Se acha 50 pila na rua, são 50 créditos, e por aí vai. 

Isso é absurdo, eu sei. Aliás, é o cúmulo do absurdo. Mas eu não consigo não acreditar. Me lembro que, um dia, eu tava andando embaixo de uma árvore, e caiu uma folha bem na minha frente (era uma folha meio grande). Na hora, eu pensei "pô, isso podia ter caído na minha cabeça e essa sorte ser guardada para quando um passarinho resolvesse cagar em cima de mim". É claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas eu não gosto de me inscrever em sorteios que eu não tenha muita vontade de ganhar, justamente pra não ganhar e não consumir minha cota de sorte. 

Tem outra coisa levemente bizarra em que eu acredito e que também vai nessa linha. Eu disse pra vocês que eu não sei se Deus existe, não disse? Pois a minha mãe tem certeza absoluta de que Ele existe e, como se isso não bastasse, ela fica rezando para pedir coisas insignificantes. Sumiu a chave? Reza pro Santo Antônio. Tá com dor de barriga? Reza. Aconteceu isso? Reza. E por aí vai. 

Mas tu não acredita, então não reza, né? Não é bem assim. Eu não acredito, mas também não nego. O que não quer dizer que eu reze. Eu sempre penso "vai que o santo existe mesmo, me atende e, com isso, eu venha a consumir minha franquia de pedidos com coisa inútil?"

Essa minha crença deve fazer um pouco mais de sentido porque justamente um dos mandamentos é "não falarás o santo nome de Deus em vão" no que eu acho que podem se incluir pedidos relativos a sumiços de chaves e coisas do tipo. 

Imagina a cena. Tu tá correndo risco de vida, aí reza e ouve uma voz do além "seu saldo é insuficiente pra completar esse pedido". E pior, não dá pra recarregar! Tu nunca mais vai poder pedir absolutamente nada! Isso, pra uma pessoa que tá acostumada a pedir tudo, deve ser horrível.

(Deve ter gente rindo - eu também riria - mas é muito sério. Eu realmente acredito nisso.)

E tu, tem alguma crença absurda/bizarra? Conta pra mim!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Sobre Spoilers


Ainda hoje a Andy me avisou que minha resenha do Drácula tem horrores de spoilers. E aí eu pensei: "como falar do livro sem dar spoilers?" Na real, sempre pensei isso. Se vocês lerem essa resenha aqui, de Lolita (do Vladimir Nabokov), vão ver que ela começa assim:

E depois de relutar, pensar, repensar, esperar e tantas outras coisas terminadas em "ar", enfim eu li Lolita. Sim, senhoras e senhores, eu tô falando daquele livro super polêmico que causa confusão, discordâncias, divergências e "tretas" entre os leitores e os críticos a séculos. De autoria de Vladimir Nabokov, Lolita tem como protagonista Humbert Humbert, um homem de mais ou menos quarenta anos, que se apaixona por uma garota de doze anos. (grifo meu)

 Isso é spoiler! Ele só conhece a Lolita lá pela metade do livro! Antes disso, acontecem um monte de coisas que não têm nenhuma relação com ela (e durante as quais a menina nem tinha nascido). Mas simplesmente não dá pra falar do livro sem dizer isso, principalmente porque o livro fala sobre isso.  Essa é a história dele. O que acontece antes é uma espécie de prólogo e, na minha opinião, sua função é apresentar o protagonista e mostrar claramente o quanto ele é louco. E ninguém conta que o Humbert Humbert morre na prisão, coisa que acontece nas primeiras páginas do livro.

Pronto, acabei com o livro. sqn

Eu não acho que spoilers prejudiquem tanto assim a leitura de um livro. Inclusive, aconteceu comigo um episódio que acho que vale a pena relatar. Quando eu era caloura (e lá se vão anos), uma amiga minha ganhou um monte de livros, entre eles A Metamorfose, do Kafka. Ela leu e adorou. E foi me contar, empolgada, sobre o bendito livro. Lá pelas tantas, ela disse "ah, queria falar sobre o final, mas não quero te dar spoilers" e eu disse "pode falar, não pretendo ler esse livro tão cedo". E ela me contou que, no final do livro, o Gregor          . Ela estava super decepcionada com esse final. Enfim. Aconteceu que, não muito depois, o nosso professor de teoria literária mandou ler o livro. Ela ficou super mal por ter me contado o final. E eu "dá nada". Li o livro. Não foi com aqueeeela empolgação (Kafka não é exatamente empolgante, ainda mais contando a história de um sujeito que foi transformado em um "monstruoso inseto". Na real, isso poderia virar um livro medonho de terror, contanto que fosse escrito por alguém que tivesse essa intenção).  No fim das contas, gostei do livro. Não fiquei decepcionada com o final (inclusive achei que fazia sentido). Um dia falo mais sobre A Metamorfose (evitando spoilers).

A minha teoria disso tudo é que um livro bom não perde nada ao se saber o final. Eu não leio livros pra saber o final (muita gente deve ler, sei lá). Gosto do ato de ler. Muitas vezes me contam o final de alguma coisa, tipo sei lá, um spoiler da Bíblia (tou evitando encher esse texto de spoilers rs): "Jesus morre" e aí eu vou ler não pra saber que Jesus morre, mas pra saber como e porque ele morre. E, enquanto eu estou lendo a Bíblia, fico pensando "mas, meu Deus, o que vai acontecer pra dar uma reviravolta tão grande e o manolo morrer?". É bem divertido quando acontece isso. Claro, na Bíblia não, até porque todo o mundo conhece a história.

Outra coisa em relação a spoilers que também me vem à cabeça é, ao ler o livro, tu vai assistir ao filme já sabendo de tudo o que vai acontecer (menos no Hobbit, porque incluíram um punhado de coisas que não existiam no livro) ou de quase tudo, já que 100% fiel não tem como ser. Nesse caso, por que veríamos o filme depois de ler o livro? E olhem que eu terminei  Os Três Mosqueteiros louca para ver um filme sobre. Dom Quixote também deu vontade, só que esse eu acho que merecia um seriado, pra poder aparecer tudo o que acontece no livro, e não só a cena dos moinhos de vento que viram gigantes.

eu ri

Às vezes parece que dar spoiler é só dizer "quem morre". Mas não é assim. Pensem na galera que leu Game of Thrones e assiste ao seriado. Se fosse só "quem morre", o seriado não ia ter a menor graça pra esse povo.

De qualquer maneira, por esses dois motivos (não sei falar do livro sem dar spoilers e acredito que spoilers não afetam a leitura), vou continuar fazendo as minhas resenhas do mesmo jeito. A menos que eu aprenda a fazer de outro. 





sexta-feira, 23 de maio de 2014

Tag da verdade

Imagem roubada do blog da Andy

A Andy respondeu a essa tag no blog dela e eu ri tanto com as respostas que resolvi fazer também.
Perguntas:

1 – Você sai na rua de cara limpa? Você se maquia todos os dias?



Me maquio quando dá vontade e isso é lááá de vez em quando. (resposta da Andy, com que eu concordo e completo:) coisas que me deixam sem vontade de me maquiar: preguiça, rinite alérgica, dor de cabeça, lugar pra que eu vou (se eu não for me arrumar, nem me maquio), etc, etc.

2 – Você faz academia? Já faltou a academia por preguiça?



Zulive academia. Morro de preguiça só de pensar nisso.

3 – Quantos minutos por dia você gasta para se arrumar (banho + make + cabelo + roupa)? Seu namorado reclama?



Olha, uma vez eu tomei banho (lavando o cabelo), penteei o cabelo (meu cabelo demora pra pentear porque é fino e crespo), depilei as pernas e pintei as unhas enquanto tocava o Octavarium do Dream Theater (uma hora e quinze minutos). A roupa iria mais uns dez minutos, dependendo o clima e o local que eu fosse. Maquiagem eu demoro um pouco mais, mas não iria muito, porque não gosto de encher a cara de pintura, fica estranho.
 
E eu não tenho namorado :P

4 – Você passa hidratante corporal e protetor solar facial religiosamente todos os dias?



Não

5 – O que vc faz quando está num evento e o sapato machuca o seu pé?



Dependendo o lugar eu tiro mesmo hauhauahauh Caso contrário, eu aguento né, fazer o quê

6 – Já aconteceu da sua roupa rasgar, sujar ou manchar durante um evento? O que você fez?



Não me lembro, mas acho que não. Se acontecesse, eu ia tacar o foda-se.

7 – Já dormiu maquiada alguma vez na sua vida?



Não me lembro, mas acho que sim.

8 – Qual a cor de batom que você nunca teria coragem de usar?


Azul. Acho ridículo batom azul, ou amarelo, principalmente claros.

9 – Já sabotou sua dieta e se arrependeu?



Olha, de sinceridade, eu nunca fiz dieta na minha vida. Mas eu sou do tipo que só de ouvir esse nome já tem um arrepio. Tanto que, se  eu tou comendo e alguém fala em "engordar", "dieta" ou algo que o valha, eu já fico com mais fome e acabo comendo mais huhauahauhauahau
 
 
Sim, a consequência disso é que eu tenho 69 kg em 1,63m de altura.

10 – Já fez alguma maquiagem que deu errado ou ficou esquisita e só percebeu nas fotos?


Raramente me maquio e normalmente não exagero, porque sou bem insegura uhauahauh


Bem, acho que é isso. Estou um pouco distante do estereótipo de quem curte "se cuidar", "se arrumar" e etc.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Agenda Personalizada

Bem, galera. Depois de ver uns DIY na internet, andei com a ideia de fazer um caderno personalizado (eu já tinha um, com figuras recortadas de revistas, que eu fiz por conta mesmo, sem ler tutorial nenhum). E a oportunidade veio quando ganhei a agenda do Colégio de Aplicação da UFSC, onde estou fazendo estágio neste semestre.




O processo que eu usei foi parecido com o dessa moça aqui, mas eu, obviamente, usei imagens que catei na internet e imprimi. A contra-capa ficou toda preta. (eu imprimi uma folha A4, que deu todas essas imagens e ainda sobrou pra outro caderno, talvez a agenda do ano que vem rs)

Este foi o primeiro caderno que fiz (a contra capa também é decorada) e, embaixo, dá pra ver o interior da minha agenda

Acho que é isso.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Tag: 7 coisas

Aproveitei pra copiar dela a foto que abre os posts (mas essa foto quem tirou fui eu)

A Andy me tagou no blog dela, Sábado Chuvoso, pra responder a essa tag, e lá vou eu:
  • 7 coisas pra fazer antes de morrer
  1. Conhecer o Beira-Rio (um dia eu ainda vou ver um jogo do Ínter lá)
  2. Aprender italiano
  3. Pintar o cabelo de arco-íris (não tive coragem porque o pobrezinho tá mais seco que o Saara)
  4. Tight lacing (sabe aquelas minas que usavam corset direto pra ficar com a cintura mais fina? Pois é)
  5. Ter um guarda-roupa vintage
  6.  Escrever um livro 
  7. Conhecer a Europa
  8. (em off) Dominar o mundo

  • 7 coisas que eu falo

  1. Palavrões de todo o tipo
  2. Tipo
  3. Né 
  4. Putz
  5. Bá
  6. lol
  7. Orrax
  • 7 coisas que eu faço bem
  1. Bordar
  2. Ler
  3. Ensinar (dizem)
  4.  Aprender (qualquer coisa)
  5. Encontrar coisas sumidas
  6. Bagunça
  7. Pesquisar preços
  • 7 coisas que eu não faço bem
  1. Ter paciência
  2. Explicar o que eu sinto
  3.  Esconder quando estou nervosa
  4. Combinar cores (normalmente é qualquer cor com branco ou preto)
  5. Puxar assunto
  6. Agradar as pessoas
  7. Rir de piadas que não têm graça
  • 7 coisas que me encantam
  1. Línguas antigas e modernas
  2.  Moda vintage
  3. Civilizações antigas
  4. Outras culturas
  5. Costura
  6. Artesanato
  7. Ciência
  • 7 coisas que eu não gosto
  1. Gente tentando me obrigar a alguma coisa
  2. Que me digam o que comer, o que vestir, como agir, etc, sem eu pedir
  3. Que me impeçam de comer alguma coisa (sou tipo cachorro, que tu encosta na comida e ele rosna e morde)
  4. Que debochem das coisas que sinto/penso
  5. Gente me cobrando qualquer coisa
  6. Gente querendo que eu explique o que estou sentindo, principalmente quando estou nervosa
  7. Música alheia quando estou nervosa (principalmente música religiosa, parece que eles estão tão preocupados em fazer uma letra "bonitinha" que se esquecem do mais importante, que é fazer um instrumental que não arranhe os ouvidos)
  • 7 blogs pra responder a tag
Essa eu não vou responder porque não conheço ninguém que tenha blog. (Além da Andy).

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Wishlist

Aproveitando que o meu aniversário já passou (pra ninguém achar que estou pedindo presente), fiz essa pequena wishlist com coisas que pretendo comprar, quando tiver oportunidade e dinheiro.

1. Completar a coleção de CDs do Rhapsody. Faltam só três.

Power of Dragonflame (2002)

Tracklist:

  • In Tenebris - 1:28
  • Knightrider of Doom - 3:56
  • Power of the Dragonflame - 4:27
  • The March of the Swordmaster - 5:03
  • When Demons Awake - 6:46
  • Agony Is My Name - 4:57
  • Lamento Eroico - 4:38
  • Steelgods of the Last Apocalypse - 5:48
  • The Pride of the Tyrant - 4:53
  • Gargoyles, Angels of Darkness - 19:02
    I. Angeli di Pietra Mistica
    II. Warlords' Last Challenge
    III. ...And the Legend Ends...
  • Bonus Tracks (Limited Edition)
    • Rise from the Sea of Flames - 3:57
    (seria bom a Limited Edition, mas eu fico satisfeita com a normalzinha mesmo)

    Symphony of Enchanted Lands II (2004)


    Tracklist:


  • The Dark Secret - Ira Divina - 4:12
  • Unholy Warcry - 5:53
  • Never Forgotten Heroes - 5:32
  • Green Valleys - 2:19
  • The Magic of the Wizard's Dream - 4:30
  • Erian's Mystical Rhymes - The White Dragon's Order - 9:15
  • The Last Angel's Call - 4:36
  • Dragonland's Rivers - 3:44
  • Sacred Power of Raging Winds - 10:06
  • Guardiani del Destino - 5:50
  • Shadows of Death - 8:13
  • Nightfall on the Grey Mountains - 7:20

  • (sem edição limitada, ao que parece)

    Dark Wings of Steel (2013)


  • Vis Divina
  • Rising From Tragic Flames
  • Angel Of Light
  • Tears Of Pain
  • Fly To Crystal Skies
  • My Sacrifice
  • Silver Lake Of Tears
  • Custode Di Pace
  • A Tale Of Magic
  • Dark Wings Of Steel
  • Sad Mystic Moon
  • Bonus Track (Digipack and Vinyl)
    • A Candle To Light (Extended Version)
    (pra vocês terem noção, ainda não ouvi o bônus track. Não sei se valeria a pena, porque não gosto de digipack. Esses dias, escutei a versão em francês de Custode di Pace - e me parece que só tem na versão japonesa)



    2. "Completar" a minha coleção do Engenheiros do Hawaii.

    Eu pus "completar" entre aspas porque não pretendo ter todos os discos do Engenheiros, só alguns escolhidos.

    Surfando Karmas e DNA (2002)

    Tracklist:

    1. Surfando Karmas & DNA
    2. 3ª Do Plural
    3. Pra Ficar Legal (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
    4. Esportes Radicais
    5. Nunca Mais (Shawn Mullins / Letra em português:Gessinger)
    6. Nem + 1 Dia
    7. Ritos De Passagem (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
    8. Sei Não (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
    9. E-stória (feat. Carlos Maltz) (Humberto Gessinger, Carlos Maltz)
    10. Datas e Nomes
    11. Arame Farpado


    Dançando no Campo Minado (2003)
    Tacklist:
    1. Camuflagem (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
    2. Duas Noites No Deserto (Humberto Gessinger)
    3. Rota De Colisão (Humberto Gessinger; Bernardo Fonseca)
    4. Dançando No Campo Minado (Humberto Gessinger)
    5. Segunda-Feira Blues I (Humberto Gessinger; Carlos Maltz)
    6. Dom Quixote (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
    7. Até O Fim (Humberto Gessinger)
    8. Na Veia (Humberto Gessinger)
    9. Fusão A Frio (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)
    10. Segunda-Feira Blues II (Humberto Gessinger; Carlos Maltz)
    11. Outono Em Porto Alegre (Humberto Gessinger; Paulinho Galvão)


    DVD MTV Acústico ao Vivo (2004)



    1. "O Papa é Pop"
    2. "Até o Fim"
    3. "Vida Real"
    4. "Infinita Highway"
    5. "Armas Químicas e Poemas"
    6. "O Preço"
      • Humberto Gessinger Trio (1996)
    7. "Dom Quixote" (Humberto Gessinger, Paulinho Galvão)
    8. "3x4"
    9. "Refrão de Bolero"
      • A Revolta dos Dândis (1987)
    10. "Surfando Karmas & DNA"
    11. "Depois de Nós" [feat. Carlos Maltz] (Carlos Maltz)
      • Farinha do Mesmo Saco (2001; disco solo de Carlos Maltz)
    12. "3ª Do Plural"
      • Surfando Karmas & DNA (2002)
    13. "Terra de Gigantes/Números"
    14. "Somos Quem Podemos Ser"
    15. "Outras Freqüências"
    16. "Pose (Anos 90)" [feat. Clara Gessinger]
    17. "A Revolta dos Dândis"
      • A Revolta dos Dândis (1987)
    18. "Era um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones" (Migliacci, Luisini / Versão de Brancato Junior)
      • O Papa é Pop (1990)
    19. "Eu Que Não Amo Você" (somente no DVD)
      • ¡Tchau Radar! (1999)
    20. "De Fé" (somente no DVD)
      • Humberto Gessinger Trio (1996)


    3.Clawd Wolf

    Como eu já tenho a Draculaura, acho que seria divertido ter o namorado dela rs

    Tem três versões dele na internet, mas, infelizmente, é uma mais cara do que a outra. Essa é a minha preferida e custa 116 dólares no Amazon:

    Pensei em comprar no mercado livre, mas vi tanta merda a respeito do site que fiquei insegura.

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-556566599-monster-high-draculaura-e-clawd-wolf-music-festival-_JM#D[S:HOME,L:CONVCATEG-CORE-ITM,V:1]

    (Se alguém souber me ajudar em como funciona, agradeço)

    Por enquanto é isso. Se eu pensar em alguma coisa, posto aqui.





    terça-feira, 4 de março de 2014

    Resenha - Draculaura - Frights Camera Action!


    Review Draculaura - Frights Camera Action!

    Como eu já disse, eu gosto de brincar de boneca - principalmente, de costurar roupas pra elas. Agora, aderi à nova mania mundial, das bonecas Monster High, uma escola para filhos de monstros (haha).

    Os filmes  falam sobre aceitação de diferenças, tolerância, contra o bullying, e são muito legais (são infantis, antes que alguém vá procurar algo muito complexo neles). Lembra um pouco os X-men, porque os monstrinhos têm poderes e tal e não são aceitos pelos humanos.

    No fim, incentivada pela Andy, comprei a boneca. Draculaura, da coleção Frights Camera Action (Monstros, Câmera, Ação), em que eles encontram uma prima da Draculaura que trabalha em Hauntlywood (a prima que trabalha). Como o filme não saiu ainda (a galera lança as bonecas antes do filme, bem espertos), não sei exatamente como é. A Andy comprou a Elissabat, prima da Draculaura, e batizou ela de Severina Tereza. Conheçam a Sev aqui (sim, eu apelidei a boneca de Sev).

    A caixa era parecida com essa (não fotografei ela na caixa, a ansiedade não deixou rs)

     Paguei R$ 89,99 (noventa, na prática). A caixa indica que contém "boneca e acessórios", mas o único acessório que acompanha ela é uma bolsinha de borracha rosa pink  no formato de lábios com presas salientes. Parece de plástico duro, mas é bem maciazinha.

    Imagem frente e verso da bolsinha


    A menos que se considerem acessórios as tralhas que vestem a boneca, como os dois brincos e o colar pretos (de plástico duro), o sapato e o cinto pink (da mesma borracha da bolsa) e o vestidinho.

    O vestidinho é de um tecido sintético (não consegui identificar qual), sem elastano, um pouco parecido com capa de guarda-chuva, só mais fininho. Ele é estampado com morceguinhos (ou coelhos com asas). O tecido pink é mais macio e tem brilho. As alças são de um tecido transparente, mas duro também.

    Draculaura com o vestidinho. Tirei foto dele sozinho, mas ficou uma porcaria.
    Detalhe do vestidinho
    O cinto, como eu já disse, é bem macio. Não fica exatamente na cintura do vestido, mas um pouco acima.  Sim, é lindo <3

    Os brincos eu não tive coragem de tirar, mas aqui tem uma foto da Draculaura usando eles:



    A boneca é toda de plástico (ao contrário da Barbie, que tem as pernas de borracha), o que facilita na hora de vestir as roupas. Ela também é toda articulada (consegue até cruzar as perninhas - os bracinhos malemal, mas estão cruzados). Tem articulações nos joelhos, na virilha, nos punhos, nos cotovelos e nos ombros. A cabeça também mexe.

    Dá pra tirar as mãozinhas pra poder vestir roupinhas de mangas justas e tal, mas não tirei foto das mãozinhas avulsas:

    Dá pra ver as articulações também.


    O tamanho é totalmente diferente da Barbie, bem menor,  e nenhuma roupa da loira pode ser usada na MH (nem os sapatos, os pezinhos da Draculaura são muito maiores que os da Barbie, tanto que dá até pra pintar as unhas dela).

    Pezinhos da Draculaura - com as unhas pintadas - e sim, o sapato estraga o esmalte

    Sapatos que vieram com a boneca

    Bem, acho que é isso. Só faltou uma foto do colar - eu tirei, mas ficou péssima. Dá pra ver o colar nas demais fotos que tirei dela:

    Não se empolguem com as sacolinhas - fui eu que fiz as duas, apesar do ar profissional delas hoho



    P.s.: No próximo post, posto as roupinhas que fiz pra ela.

    P.p.s.: Com exceção das duas primeiras fotos - encontradas no google- , todas deste post foram batidas por mim.

    P.p.p.s.: Os óculos e o suporte não vêm com ela. O suporte pertence à Andy, e os óculos eu já tinha -  são da Barbie.

    sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

    Cumprimentos e afins

     


    Eu nasci no país errado. Se tu puser isso no Google, vão aparecer "Aproximadamente 1.570.000 resultados (0,42 segundos)" e a maioria com tom racista ou de complexo de vira-latas. Porque no Brasil só tem funk, carnaval, sei lá quê, sei lá quê.

    O meu caso não é bem esse. Já já explico.

    Uma vez, li, num jornal colegial, a história de uma menina que foi fazer intercâmbio na Austrália e as
    pessoas pensaram que ela era lésbica, porque ela abraçava e beijava as amigas dela "o tempo todo". Nada contra lésbicas, mas a garota não era. Ela (brasileira) só estava cumprimentando as amigas!

     A explicação é bem simples: aqui, no Brasil, é cultural beijar e abraçar as pessoas como simples
    cumprimento, enquanto, em alguns outros países, esse tipo de carinho é reservado às pessoas mais
    íntimas, (ao que parece, nunca estive fora do brasil). Aqui tem algumas matérias sobre isso:
    http://www.recreio.com.br/licao-de-casa/abraco-beijo-aperto-de-mao-saiba-como-diferentes-povos-se-cumprimentam
    http://acritica.uol.com.br/vida/beijo_0_855514466.html
    http://www.culturaemoda.com/2013/09/etiqueta-do-beijo.html

     Depois dessa pequena lida, descubro que o costume de beijar as pessoas veio - adivinhem!- dos romanos (de novo). E que os europeus também fazem isso.

    Explicando, finalmente, o porquê de eu achar que nasci no país errado. Eu simplesmente não gosto de ficar beijando pessoas desconhecidas/ que acabei de conhecer. Acho que beijo é pra ser dado em quem tu já conhece há algum tempo, e tal. Tem gente que mal é apresentado "Letícia, esse é Fulano. Fulano, essa é a Letícia" e o Fulano já vem me dar beijinho! E o pior é que a gente nem pode recusar, pra não passar por grosso. Eu já deixei de beijar pessoas, que ficaram chateadas comigo por isso.

    Romanos, eu não precisava dessa.

    Eu acho que beijo é um troço mais íntimo, familiar, de feliz aniversário, parabéns por ter-se formado, não pra ficar dando pra todo o mundo o tempo todo. Acho que um gesto muito repetido se torna banal e, portanto, desprovido de significado.

     Enfim. Talvez eu pareça um pouco fria falando essas coisas, e realmente sou, acho extremamente desconfortável. Por que as pessoas não podem simplesmente dar-se as mãos ou cumprimentar-se com palavras e sorrisos? Dá praticamente na mesma.

     P.s.: Isso não quer dizer que a cultura do beijo seja inferior a outras culturas em que isso não ocorre (a japonesa, por exemplo). Eu não disse isso. Esse é um aspecto cultural daqui que me incomoda, apenas. Outras pessoas adoram, e eu não posso culpa-las ou condená-las por isso. Só não concordo.

    sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

    Livro: Ironia - Frases soltas que deveriam ser presas


    Resenha do livro: Ironia - Frases soltas que deveriam ser presas

    Confesso que não o li até o fim, só consegui chegar à metade (uma vitória, na verdade), mas vou fazer a resenha mesmo assim (isso não é procedimento padrão aqui, garanto).

    O livro promete "frases de humor refinado cuidadosamente compiladas", mas, na verdade, tu encontras lá o que encontrarias nessas revistinhas de piadas compradas em padarias às vezes em pacotes (dois livrinhos por R$1,99) - encontras tudo, inclusive piadas. Numa edição mais caprichada e na ortografia oficial, claro.


     Outras são frases autoajudativas de páginas de facebook. Algumas "Não corrigir as próprias falhas é cometer a pior delas - Confúcio". ou "O avarento experimenta, simultaneamente, todas as preocupações do rico e todas as torturas do pobre - Albert Guinon". Procurei bastante mas não encontrei nem ironia e nem humor nelas.

    As frases "humorísticas" do livro são politicamente incorretas - e o autor, como a maioria dos humoristas, acha isso uma grande coisa (e refinado, ainda por cima).

    Vamos por partes: eu não entendo muito de refinamento, classe, essas coisas de gente rica, mas eu sei que a Zorra Total não é nada refinada - é humor popular, e ser pobre não é nada refinado, certo?

    Acontece, meus anjos, que a Zorra Total é um dos programas de humor mais politicamente incorretos da televisão brasileira. Eles já tomaram um punhado de processos por causa disso.  Leiam aqui e aqui ou numa pesquisa rápida no google. O Zorra só não tem o glamour de um CQC, por exemplo.



    Outra coisa que eu acho bem besta na galera que faz humor politicamente incorreto, são os homens reclamando que as mulheres dizem que eles não prestam (todos eles). Acontece que esses mesmos sujeitos ficam repetindo frases como "Quando um homem casa, ou trai sua natureza ou trai sua mulher" - Guime Davidson - como se isso fosse muito foda. Eu sou obrigada a perguntar se esses homens são burros, porque francamente. O sujeito está dizendo que nenhum homem presta. A mulher que diz isso só tá concordando - e repetindo - o que o cara disse.

    Ainda sobre infidelidades: "Para evitar filhos, transe com a cunhada. Se nascem, são sobrinhos" - só cuidado pro teu cunhado não ler isso.

    Enfim. Pra não dizer que o livro inteiro não presta, na última página tem a seguinte frase: "Até o pior dos livros tem uma página boa. A última" - John James Osborne. Finalmente, a ironia! - não salva o livro, mas né.

    Não recomendo pra ninguém. Faz mais sentido seguir páginas de facebook ou procurar na própria internet. O próprio autor - que não é nem humorista, só compilou as frases - admite que achou a maioria na internet.


    segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

    História Universal da Infâmia


    Como eu postei na Metal Poderoso esses dias, "No Dia do Leitor eu nem falei nada, porque fiquei com um cadinho de vergonha de dizer que não estava lendo nada (afinal, eu faço letras, portanto já leio pra caramba o ano todo, e agora estou de férias).

    Mas resolvi voltar ao livro que comecei logo depois do LOTR e não tinha conseguido acabar. Ele se chama História Universal da Infâmia, do Jorge Luis Borges"

    Eu acabei o livro até que rápido (foi quinta agora, eu acho), e vou postar algumas coisas que pensei sobre ele.

    O livro é bem fininho (77 páginas) e traz vários contos curtos (os menores não preenchem nem uma página), e é muito bom.

    Os que mais me chamaram a atenção foram, primeiro, O Incrível Impostor Tom Castro, sobre um sujeito que se passou pelo filho morto de uma dama inglesa, graças à genialidade de Bogle, um "negro criado" australiano.

    Trecho: "Bogle inventou que o dever de Orton era embarcar no primeiro vapor para a Europa e satisfazer a esperança de Lady Tichborne, declarando a ela ser seu filho." (p. 10)

    Acontece que o plano genial do Bogle era mandar um sujeito que não tinha absolutamente nada a ver com o filho original! (acreditem, era genial mesmo) E o pior é que colou!

    "Bogle sabia que um fac-símile perfeito do desejado Roger Charles Tichborne era de impossível obtenção. Sabia também que todas as semelhanças obtidas não fariam mais do que destacar  diferenças inevitáveis" (ib.)

    Depois a mulher morre e os parentes começam a querer o couro do Orton. Bogle, obviamente, dá um jeito, só que não vou contar qual foi.

    Depois, A Viúva Ching, Pirata. Basicamente, o marido dela (que era pirata) foi assassinado pelo governo chinês e ela tomou o lugar dele.

    O último que vou citar é o "A Câmara das Estátuas": "Existia um forte castelo nessa cidade, cuja porta de dois batentes não era pra entrar e nem sair, mas para que a mantivessem fechada. Cada vez que morria um rei e outro rei herdava seu trono altíssimo, este acrescentava com as próprias mãos uma fechadura nova na porta" (p. 57). E o vigésimo quinto rei resolveu abrir a porta. (trilha sonora de suspense).

    Esses contos, como os outros, narram histórias de gente filha da puta (não dá raiva de nenhum deles, mas tu pensa "meu, que bicho desgraçado!") que faz filhadaputices pra se dar bem na vida, basicamente.

    Eu terminei o post na MP dizendo o seguinte: "O que eu mais curto no Borges é o estilo dele, que me parece meio documental, como se ele estivesse relatando uma pesquisa que fez. Já me disseram que isso realmente aconteceu, ele morava em uma biblioteca e lia muito e escreveu sobre o que leu, mas outras pessoas disseram que é tudo invenção."

    Bem, fiz uma pesquisa rápida na internet e descobri que o livro de que ele diz que tirou "A Viúva Ching, Pirata" realmente existe. Dos outros eu nem fui atrás, mas acredito que existam mesmo. 

    Por fim, li a relação de obras do Borges e decidi que ia ler o Seis Problemas para Don Isidro Parodi, livro policial que escreveu em conjunto com Adolfo Bioy-Casares. Se alguém quiser me dar de presente, estou aceitando.

    Ps: o primeiro livro do Borges que comecei a ler (era O Aleph e digo comecei porque não tive tempo de acabar), tinha o mesmo tom historiador deste, mas tu acabava de ler cada conto e ficava com a sensação de que não tinha entendido tudo. Esse não foi assim. Acabei, entendi a história, fim de papo.

    quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

    Sobre orelhas e chapéus

     Uma das expressões da língua portuguesa que mais me intriga é a "cabeça não serve só pra separar as orelhas" variante da "cabeça não é só pra segurar o chapéu".

    Elas são usadas quando alguém faz alguma coisa inteligente. 

    Embora a primeira faça mais sentido nos dias de hoje (quem que usa chapéu, hoje em dia? No máximo boné, e olhe lá), ela é muito mais estranha. Andei pensando no porquê.

    Concluí, por fim, que, primeiro, a expressão "segurar o chapéu" não é estranha porque, embora ninguém mais use chapéu, ainda sabemos que chapéus servem para ficar em cima da cabeça.

    Mas nós ainda usamos orelhas! Poisé, mas pensem comigo, caso exista alguém sem cabeça (sei lá, o Cavaleiro sem Cabeça, a Mula, sei lá), ainda existirão chapéus (e a criatura - uma vez que alguém sem cabeça não possa ser chamado de pessoa, eu acho, porque uma cabeça é uma parte constituinte necessária para se ter uma pessoa -, a criatura poderá usar chapéu em outro lugar, como segurá-lo na mão, sei lá).

    Existirão chapéus mas as orelhas da criatura não existirão. Haverá orelhas, obviamente, mas o ser não poderá usá-las de maneira alguma.

    Então, concluímos que a cabeça não pode servir às orelhas, mas sim o contrário, porque sem cabeça não existem orelhas.

    O Cavaleiro-Sem-Cabeça pode usar chapéu, mas não tem orelhas
    Ps.: Voltei a escrever bobagens.

    terça-feira, 31 de dezembro de 2013

    Retrospectiva 2013

    Então, negada. Fiquei séculos sem postar aqui, então vou colocar umas paradinhas que eu me lembro do ano que passou, só pro negócio não ficar em branco.

    Bem, esse ano eu comecei uma pequena coleção de CDs do Rhapsody e ela já está bem adiantada. Essa foto tá desatualizada, depois eu ainda comprei o From Chaos to Eternity, The Cold Embrace of Fear, The Frozen Tears of Angels e o Symphony of Enchanted Lands. Foto velha porque meu celular tá sem bateria.

    Ps: aceito os restantes de presente.

    Outra coisa boa que me aconteceu foi terminar o TCC. Foi sofrido, demorou pra caramba, mas ele está pronto, foi defendido, arrumado, e está online aqui.

    Bom, depois (e por causa disso) eu me formei Bacharel em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa.



    Mas eu não larguei a faculdade. Pedi retorno pra fazer Licenciatura (ou seja, pegar minha autorização formal para torturar criancinhas) e me arrependi um punhado de vezes. Sofri pra caramba - mais que com o tcc, arrisco, afinal, era em dupla - e consegui entregar (sozinha). Ainda falta um semestre. Também fiquei satisfeita de ter dado uma oficina sobre rpg pros meus alunos no estágio - ainda bem, porque o projeto de docência me deixou desanimada.



    Também perdi uns quilinhos e uns centímetros (são 75,5 na cintura, agora. Eu já tive 81). Estou pesando 66,6 kg ( já tive 72).

    Esse ano eu li poucos livros, mas consegui devorar a trilogia do Senhor dos Anéis durante as aulas! - redescobri o prazer de ler =D

    Também fiz um curso de maquiagem - não que eu tenha usado muito - mas fiz.

    Acabei um conto essa semana (depois de um tempão sem escrever) mas não tive tempo de revê-lo e muito menos de postar. 

    Por último, voltei a bordar - foi em dezembro, mas foi ótimo. Terminei hoje meu primeiro bordado do ano - e também o último - mas pretendo bordar muitos mais em 2014. 

    Cachepots que eu mesma fiz (e dei de presente pra minha mãe)

    Projetos pra 2014

    1. Terminar a licenciatura
    2. Aprender a dirigir
    3. Estudar para um concurso
    4. Arranjar um emprego
    5. Bordar, costurar e cozinhar mais

    Tá ótimo hauhaha

    Enfim, Feliz Ano Novo pra todo o mundo, e muita força pra galera realizar seus sonhos!


    sábado, 18 de maio de 2013

    Infâncias #3 ou Um menino no Ônibus



    P.s.: Esse post eu escrevi há uma carinha, mas vou postá-lo exatamente como escrevi, beleza?

    Infâncias #3 Um menino no Ônibus


    Essa semana eu fui pro centro: peguei um ônibus, botei o fone, liguei a música (era Ascending to Infinity, do Luca Turilli’s Rhapsody, se alguém quer saber) e fiquei de boa olhando em volta e esperando o tal busão sair (era o Volta ao Morro Pantanal Norte – horários aqui).

    Como a plataforma estava relativamente bem movimentada e não tinha outro ônibus que fizesse o mesmo trajeto, ele encheu rápido e aí aconteceu o que vou-lhes narrar. Só tinha um lugar em cada banco – o do corredor, que é o último em que o povo senta – e entrou uma mulher com um guri de, sei lá, uns seis anos. Ela mandou o piá sentar sozinho num banco, do lado de uma moça desconhecida e sentou em outro, do lado de outro desconhecido. 

    E daí, vocês me perguntam. E eu respondo: a felicidade dele. Ele olhou pra mãe tão radiante, pensando “olha, eu já sou um homem, posso sentar longe da minha mãe no busão”. Ela estava a menos de meio metro de distância, mas isso não tem a menor importância. Ali nasceu um homenzinho.
    Eu não vi mais o guri, e talvez ele nem se lembre mais do seu pequeno grande passo na estrada da vida. Mas talvez isso seja uma lição pra mim. Se a mãe tivesse pegado ele no colo, ele não teria sorrido. 

    E aqui tá o som:


    P.s: Acho que vou parar com esses posts que ninguém gosta.